Jovens de baixa renda precisam de orientação para conseguir conciliar trabalho e estudo

Dados recentes do Dieese mostram desigualdade de oportunidade de emprego, e estabelecem desafios para os que trabalham na ação cristã, entre os jovens. Mais líderes cristãos deveriam atuar para oferecer resposta a problemas demonstrados por informações assim e realizar programas de orientação para que jovens que trabalham também possam estudar e tirar proveito deste estudo.

"A ocupação dos jovens nos mercados de trabalho metropolitanos" é um relatório de pesquisa lançado na última semana pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ele mostrou que a grande maioria dos jovens de baixa renda não consegue conciliar trabalho e estudo. A pesquisa analisou dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) em cinco regiões metropolitanas do País - Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo - e no Distrito Federal. A análise ressalta que é grande a desigualdade de oportunidade de emprego entre jovens com rendas diferenciadas.

Segundo a pesquisa, a maioria das pessoas nessa faixa etária que estava ocupada no mercado de trabalho em 2005 era assalariada e trabalhava com carteira assinada. No entanto, esse número se reflete, em sua maioria, nos casos de jovens com maior poder aquisitivo, o que "parece indicar que quanto maior a renda familiar, maior a contratação com vínculo formal de trabalho", diz o estudo. Por outro lado, a proporção de jovens contratados como autônomos é maior entre os indivíduos de menor renda. A pesquisa avalia, portanto, que "os jovens de famílias com poder aquisitivo mais elevado têm melhor inserção no mercado de trabalho". Além disso, o estudo mostrou que o grupo de pessoas entre 16 e 24 anos sem ocupação representam 45,5% dos desempregados nas regiões avaliadas.

Esse número é quase duas vezes superior se comparado à taxa de desemprego para a população com mais de 25 anos. Segundo a análise, os dados evidenciam que a população jovem "busca efetivamente oportunidades de emprego, assim como o conjunto da população economicamente ativa. Entretanto, sua dificuldade é mais acentuada, uma vez que concorre com pessoas com maior experiência profissional e maior vivência no mundo de trabalho". Comparando-se os dados da mesma pesquisa realizada em 2004, percebe-se que a taxa de participação dos jovens decresceu, exceção feita para São Paulo.

De acordo com o Dieese, a explicação para essa queda pode estar no fato de que as pessoas nessa faixa etária se preocupam cada vez mais em estudar. No entanto, a análise também apresenta como justificativa a redução do desemprego para os chefes de família, além do discreto aumento na renda familiar dos mais pobres e também das políticas públicas em geral, que apresentaram resultados no período. Por fim, o estudo conclui que "é clara a influência da condição de renda da família sobre o perfil ocupacional dos jovens e, a partir dessa constatação, é importante a elaboração de políticas públicas que, de um lado, promovam uma melhor distribuição da renda no País e, de outro, busquem o desejável equilíbrio entre a formação escolar e profissional e a inserção do jovem no mercado de trabalho".

Clique aqui e leia o estudo completo do Dieese.

Fontes: ANDI e Dieese

Atualizada: Sábado, 26 Julho 2014 16:53

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